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Oitavo dia
30 de Junho de 2005


Levantar cedo, foi uma constante ao longo de toda a viagem. O sol por estas paragens nasce por volta das 05h00, pelo que se torna necessário aproveitar da melhor maneira possível o dia, ou seja, começar a pedalar cedo.

Depois de um pequeno-almoço bastante reforçado, saímos de Gabcikovo.
Os primeiros km’s foram feitos debaixo de chuva. De novo no trilho e com pouco km’s andados surgiu o primeiro problema mecânico, um furo. Em condições normais um furo não constitui qualquer problema para o betetista, mas naquelas condições, debaixo de chuva e com o peso adicional nos alforges, torna-se uma tarefa trabalhosa, no entanto com a colaboração de todos tudo se ultrapassou.

Nesta fase o rio é a fronteira natural entre a Eslováquia e a Hungria e o percurso é feito em estradão off-road em cima de um dique. Neste cenário, chegámos à cidade fronteiriça de Komárno.
É possível fazer-se o percurso pelas duas margens do Danúbio, no entanto pelas informações que recolhemos na cidade, a opção mais favorável continuava a ser a margem direita, a da Eslováquia. Após o almoço no centro histórico da cidade, cruzamo-nos com um ciclista eslovaco que iniciava naquela cidade um projecto histórico de pedalar durante 80 dias até Teerão, capital do Irão. A parte da tarde foi mais dura, pelos km’s acumulados e o vento contra, mas mesmo assim seguimos até Stúrovo a bom ritmo.

Atravessámos a ponte e depois das formalidades fronteiriças, entrámos finalmente na Hungria pela cidade de Esztergon.

A opção para pernoita foi em parque de campismo, num Bungalow. Após um banho refrescante na piscina, confeccionámos o jantar. O dia terminou com um passeio nocturno pela cidade.

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